terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Doe, mas por quê? - Nad Johnes

Me espanta ao saber que ela já não é mais a mesma.
Aquela que sentia por mim o que mais pude querer.
Mas agora com atos, com falas, com jeitos estranhos.
Me insulta, provoca, me afronta e me deixa sofrer.
Com prazer, de sadista, imita a rizada de outro.
Me força saber o que não quero, só para me cutucar.
E pisa, bate, destroça e me joga num terreno baldio.
A carcaça de um corpo sem sangue de que quase sumiu.
O pior é que ainda reclama e me cobra de tudo.
Controla, se enerva, discute sem mais nem um porquê.
E eu ainda lhe ouço e respondo como se precisasse.
Explicar certas coisas que enfim decidi não fazer.
Puta que me pariu essa porra que num acaba nunca.
Um cacete, uma merda, uma droga, cansei de me fuder.
Em suas mãos, que me manipulam feito marionete.
Uma coisa insana, insalubre, mas eu deixo. Por quê?
Uma hipótese é que Amo demais, quem não me merece.
A outra é me Amar muito menos. E é quem mais importa.
Ambas mostram que sim, sei Amar, mas não sei medir.
Explicita que posso me enrolar, tapear, mas não sei mentir.
Coração não bate constante, pra bombear meu sangue.
A cabeça ja não mais funciona, nada de obedecer.
Talvez eu descanse, respire e pare pensar nesse troço.
Arejar as idéias, escrever outras coisas e mudar o foco.
Receber o ano novo e mudar de atitude. Isso vai acontecer!


Nad Johnes

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