quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Luzes @ São Paulo

A luz que entra por minha janela. Me faz lembrar que a Paulicéia não dorme. O sinal fechado da esquina faz piscar. Verde, amarelo e vermelho. Não adianta esconder com o travesseiro. Elas estão lá a piscar. Como calipígias fadas. E suas pretuberâncias iluminadas. O apito do guarda desnecessário. E bem nesse horário. A maioria dorme, nós não. Insones vertebrados e suas carapaças de sofá. Mesmo com televisores desligados. Esperando um descanso que não vai chegar. Filhos esquecidoa de Morpheu. Sonados como a fé de um ateu. Vamos fugir? Pra Passargada ou pra outro lugar. Vamos fingir. Ser felizes num post a compartilhar. Vamos dormir. De olhos abertos pra luz a brilhar. Vamos nos despir. Das mentiras de outrora e a verdade a queimar. Saia, daqui ou vista-se. Deite-se aqui e beije-me. Pois só assim posso ir. Ao encontro dum mundo que não me pertence.

3 comentários:

  1. Anda com a poesia na ponta da língua, hem?
    Que bom... De rude e desencantada, basta a vida.

    Beijos

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  2. Obrigado Mi&Mi, o tempo tem sido curto, mas não impossível.

    Beijos

    Daniel

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