segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Deus(es)

O que é Deus?
Quem é? Ou melhor ainda quem são os Deuses?
Acreditar ou não?

Em 36 anos sempre tive essas dúvidas, já li um pouco sobre as religiões, mas mais parecem rígidas doutrinas controladoras a ensinamentos livres.

Eis que me deparo com a Aposta de Pascal uma teoria simples e ao mesmo tempo genial como o próprio Blaise Pascal, aliás diga-se de passagem ( 3 ou 4 linhas só) um MENINO de 13 anos que se mete a discutir com argumentos profundos com Descartes, Format e Torricelli é um gênio, além de dar nome a linguagem de programação por suas inspirações lógico-probabilísticas e a tensão hidráulica, que é medida em Pascal.

Voltando a Aposta de Pascal, esta consistia em dizer que existe 50% de chance de Deus  existir (em suas multiplas formas, gêneros e afins) e 50% de chance de Deus não existir, porém apostar em sua existência e com isso crer era uma excelente possibilidade e poderia lhe dar prazeres infinitos (e não estou puxando a sardinha para o reino dos céus, fugir do inferno, transpassar o umbral ou mesmo as 40 virgens...) estou dizendo que pode lhe trazer conforto num momento de angústia, desviar o foco num momento de dúvida, dar tranquilidade ou mesmo coragem quando assim se fizer necessário. E mesmo assim se você estiver errado e perder a aposta o que realmente você perde? Excluindo as religiões (doutrinadoras) a troca em crer é pequena, dedicar algumas horas em adoração, ao invés de ver uma novelinha por exemplo. Essas horas que perdemos todos os dias no trânsito, no ir e vir, ao não conseguir dormir, nas filas de banco, de correio, de padaria e afins.

Ou seja, acreditar em Deus é uma aposta vantajosa, se ele existir OBA terei ganhos, se ele não existir Ahhh perdi algumas horas que eu já perderia mesmo. O que não pode se deixar levar é o abuso, o exagero e o controle das pessoas que dizem falar com ele ou com eles (pois podem existir mais de um né) e por exemplo se matar em nome de Deus, doas todo seu dinheiro em nome de Deus, não aproveitar a vida e as coisas boas dela em nome de Deus. Isso é jogar muita culpa numa simples aposta. Como dizer foi Deus que quis assim.

Meu, se liga véi... Os Deuses não querem que você seja um fudido, eles não querem que você sofra, terremotos, maremotos, acidente de moto acontece porque era pra acontecer. Você que estava num ligar errado (no caso das motos sobre ela). Estudasse mais e via que os locais dariam esse problema, que a moto foi feita pra cair, que a carcaça de um carro existe para te proteger.

Você não perde dinheiro porque uma força superior veio e te forçou a emprestar dinheiro pro seu cunhado, você perde porque Confiou no filho da puta. Você perde dinheiro porque é trouxa e compra mais do que seu bolso aguenta, tudo bem que tem uma ajudinha do meio, da cultura consumista, da facilidade de crédito. Mas o que não é o crédito se não CRER que terá dinheiro no futuro para pagar essa conta? Eles acreditam e te dam crédito, te fazem acreditar e você usa o crédito, dai Deus é culpado de você se endividar?

Deus é o culpado de você se drogar? Beber? Comer que nem um porco gordo? Meu amigo, Dionísio ou para os íntimos romanos, Baco, comia, bebia e metia pra caceta e rodou... Porque você não vai rodar?

Então se não tenho nada a perder prefiro acreditar, vi vantagens, aos 36 anos achei as grandes vantagens de acreditar de verdade. E mais o que a ciência não explica joga no colo da divindade, ele aceita até alguém descobrir.

Pascal aposto contigo (onde quer que você esteja, lendo isso ou não), aposto na existência e em tudo o que é possível apostar e que não me traga prejuízo...

Meus amigos, boas festas, não digo Feliz Natal nem Ano Novo mais, CHEGA, pois o importante não é esse simbologismo de renascimento ou de virada de ano. Na real nada muda, mas é bom comemorar, a vida, os amigos, os amados, por esse motivo é bom ter a festa.

Beijos

Dan



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