sexta-feira, 25 de abril de 2014

Me dá que eu quero.
Se demorar, espero.
Quero ouvir seu berro.
Te queimar como Nero.
Meter na gravidade zero!
Dessa vez não erro.

Se me pedir eu faço.
Te tiro o cabaço,
mas antes te beijo e te abraço.
Aperto, apalpo e amasso.
Te encurto a rédea, te enlaço.
Com as pernas e com o braço

E ainda te deixo molhada.
Fora de si, alterada!
De tanto Amor, enxarcada!
Deitada, pelada no nada.
Em plena madrugada.
Pedindo água gelada!

E mesmo que parar, queira.
Te beijo entre as pernas a beira.
Me lambuzo nessa molhadeira.
Me divirto nessa zoeira.
Deitada sob a macieira.
Dessa cobra traiçoeira.

E agora no fim.
Se despede assim?
Sem me dar o seu Tim.
Me deixando afim
De querer mais um sim.
Vê se liga pra mim...

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