sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Psiu

Quando queremos criar silêncio.
Geramos balburdia.
Disciplinados.
Calamos a voz interior.
Num complexo movimento de assimetria. Dissociamos corpo, mente e luz.
Repaginamos nossa energia.
Conduzindo forças antes nunca navegadas.
Nos prendemos a respiração.
Sem se preocupar com seu acontecimento.
Ficamos andando imóveis na imensidão solitária da multidão.
Nossos atos são primários.
Nossas relações também.
Num infinito imaginário vagão de trem.
Diante de toda beleza de um mundo plural.
Ficamos inertes.
Quietos.
Encarando o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pode meter a boca!