terça-feira, 20 de junho de 2017

Onde o abacaxi encontra o cego de bicicleta em busca de bauxita.

Me encontro entre quatro paredes.
Viver já não é uma alegria.
Estou perdido entre redes.
Nem vivo, só passo os dias.
Será que alguém ouve minha prece.
Outrem que não seja do além.
Parece que tudo padece.
A espera de ter algum bem.
Enquanto a cabeça adoece.
Me sinto perdido aqui.
Vontade de ir, logo cresce.
Não fico pois posso sumir.
Enquanto água cai no meu rosto.
Desgosto de não mais saber.
Se quero sentir no teu gosto.
A farsa, que esconde o prazer.
De tanto pensar sobre os dias.
Que estive tão longe daqui.
Me trazem ainda mais agonia.
De nunca mais lhe sentir.
No barro andarei macambúzio.
Rastejando muito devagar.
Tão longe e perdido em abusos.
Pregando o que não sei pagar.
O som que cá ouço destoa.
Gritos fortes, de um filme de terror.
Quem sabe o que sinto também doa.
Na pele de seu senhor.
Agora paro.
Saio.
Levanto.
E me vou!

Eu mesmo, hoje!

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