sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Parados e acelerados

Mesmo parados estamos em movimento.
Na rotação constante da antiga pangea.
No barulho pulsante da platéia.
No rugir quente do instrumento.

Sou a mulher de um desatento.
A amante de um ser disléxico.
Preguiçoso e nada atlético.
Que me dá um sexo opulento.

E perdida me vejo ao avesso.
Deitados em concavo e convexo
Num misturar de consentimentos.
Tragada em tua boca, frente e verso.
Com vistas ao longe de teu membro.
É nele que peço e não esqueço


Leinad Johnes
9.11.2012

Coleção uma por dia
#2 1PPD 2012

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